Não sou eu que vai convecê-los de que bater nos filhos é um engano ingênuo de que os educamos! É, sim um ato tirano.

Pois, o tapa nada mais é do que ter apenas o medo como artificio para dar limites a uma criança.
Quando você bate na criança, cultiva o medo e nada mais.
Mas se você conquista seu filho, demonstra respeito e admiração, jamais precisará demonstrar a insegurnaça perante os desafios da paternidade e maternidade  através da palmada.
Quando uma criança desafia um adulto, não desafia sua autoridade de pai ou mãe, desafia suas atitudes, quer chamar sua atenção. Quer confirmar que tipo de adulto será seu escudo no futuro. Se será com base no medo ou na lealdade.

Um tapa, uma palmada são icebergs de um soco, um besliscão, um massacre psicológico, um espancamento que ferem não só o corpo, ferem a alma.
A postura de que ” Eu apanhei e tô aqui sem sequelas”, são atitudes de desespero de adultos que insistem em repetir e reproduzir atitudes dos senhores de senzala, sentimento de propriedade, de ¨dono”, que acabam reproduzindo seres humanos que tem no medo o escudo, a arma maior, perante os desafios do mundo.
E, um ser humano criado sob a sombra do medo não vai aprender a enfrentar o desafio da vida, vai esconder-se, reprimir e fazer tudo para ser aceito seja onde estiver.

Vai aprender que não adianta querer, ter voz e vez, porque sempre haverá um outro para dar-lhe um tapa, um soco, um motivo para esconder-se, criando situações que vão levá-lo a uma vida de infelicidade, traumas e desilusão.
Uma vida de insatisfação contínua.

Legitimar o ato violento com a desculpa de que  está educando é admitir que somos adultos incompetentes e despreparados para a primeira função dos humanos em sociedade: cuidar de suas crias.